O feitiço virou-se contra o feiticeiro. Em protesto contra a nova legislação que penaliza com multas até 2000 euros quem não pedir facturas, muitos consumidores começaram a pedir facturas com o número de identificação fiscal do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho. Os dados de Passos Coelho constam de SMS e emails que se tornaram virais.Fonte: Público
Segundo o Correio da Manhã, deram entrada no sistema e-factura "milhares de facturas" com o número de contribuinte do primeiro-ministro, passadas em restaurantes, cabeleireiros e oficinas de automóveis - totalizando milhões de euros em despesas. Foi o movimento cívico Revolução Branca que primeiro sugeriu, nas redes sociais, uma "desobediência cívica irónica" dos contribuintes à nova medida, através do pedido de facturas em nome de Passos Coelho.
Ao semanário Sol, Amândio Alves, do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, explicou que a nova medida aumenta o risco de fraudes, como está a acontecer neste caso: “O comerciante põe o NIF que lhe é dado pelo consumidor final e não tem competência para fiscalizar se o número pertence, de facto, àquela pessoa.” A lei obriga-os apenas a emitir factura com os dados que lhe forem fornecidos.
Um especialista em direito fiscal contactado pelo Sol, alertou para o facto de pedir facturas em nome de outra pessoa configurar um “crime de falsas declarações”. Tiago Caiado Guerreiro sugeriu antes uma outra forma de protesto, mais simples: não pedir facturas.
Em teoria, Passos Coelho pode até ser investigado pelas Finanças, por ter gasto um valor superior aos seus rendimentos. Vários serviços do Fisco contactados pelo Correio da Manhã – que dizem estar a par do que se está a passar – admitiram a possibilidade de o primeiro-ministro poder vir a ser alvo de uma investigação das Finanças, uma vez que existem “mecanismos de fiscalização automáticos que disparam quando um contribuinte gasta em facturas mais do que aquilo que declara como rendimento”.
Em Janeiro a emissão de facturas passou a ser obrigatória e as multas para os contribuintes que não respeitem a medida podem ir até aos 2000 euros. Uma medida que tem sido muito contestada. Já ninguém se esquece do que escreveu Francisco José Viegas, ex-secretário de Estado da Cultura, a esse respeito.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Consumidores pedem facturas em nome de Passos Coelho
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Francês passa mais de uma hora num carro "encravado" a 200 Km/h
Um automobilista francês de Point-de-Metz, em Amiens, passou mais de uma hora dentro de um carro com o motor encravado a 200 km/h.Fonte: Jornal de Notícias
O fim da viagem deu-se a mais de 125 quilómetros do seu destino, já na Bélgica, quando o combustível da sua viatura acabou e embateu num dique.
Frank Lecerf, um automobilista francês de 36 anos da localidade de Point-de-Metz, em Amiens, não ganhou para o susto que apanhou no passado domingo, quando o carro em que seguia ficou encravado a uma velocidade de 200 km/h, durante uma normal ida a um supermercado.
Impedido de parar a sua viatura, um Renault Laguna - adaptado para condutores com deficiência motora - Lecerf não teve outra hipótese senão continuar a conduzir pela autoestrada em que se seguia, até encontrar uma solução para o problema.
O fim da viagem acabou por acontecer já na Bélgica, a mais de 125 quilómetros depois do seu destino inicial, quando o carro de Lecerf acabou por bater num dique em Alveringem, no final do depósito da sua viatura.
Quando abordado pelas autoridades a contar sobre o sucedido, Lecerf conta que num primeiro instante, a velocidade do seu carro ficou encravada nos 95 km/h, e que quando tentou travar, a velocidade continuou a aumentar até que estabilizou nos 200 km/h, não dando outra hipótese ao condutor francês senão continuar a conduzir até que a situação se resolvesse.
A resolução deste problema, acabou por contar com a ajuda da polícia francesa, devido a um telefonema que Lecerf conseguiu fazer do interior da viatura.
Depois de contactados, as forças policiais francesas enviaram uma dezena de viaturas no encalce de Lecerf, com o intuito de estabelecer um cordão de segurança ao redor do veículo, de modo a alertar os outros condutores, para a situação perigosa em que Lecerf seguia.
Além desta medida de segurança, foi de imediato estabelecido o contacto com os técnicos da marca Renault, que rapidamente admitiram que a única solução para o problema era mesmo esperar pela chegada ao fim do depósito da viatura, facto que acabou mesmo por ditar o fim da atribulada viagem de Lecerf.
Depois de toda esta situação, Frank Lecerf já admitiu que irá processar a marca Renault, devido à situação arriscada por que passou.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
domingo, 3 de fevereiro de 2013
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