sábado, 10 de agosto de 2013

Banco russo em sarilhos por não ter lido contrato alterado por cliente

Um russo de 42 anos vai processar o seu banco, acusando-o de não ter honrado os termos do contrato assinado entre as partes. Até aqui nada de extraordinário, mas a história é mais incomum e inesperada do que parece.

Dmitry Argarkov recebeu, como tantos outros, uma proposta para contratar um cartão de crédito do banco Tinkoff. Depois de ler os termos e condições do contrato, não ficou convencido, mas, em vez de deitar fora a carta, digitalizou-a e alterou os termos para serem mais do seu agrado.

Na versão que alterou e redigiu, Dmitry Argarkov teria direito a um crédito ilimitado com 0% de juros e, sempre que o banco não cumprisse com o contrato, seria obrigado a pagar-lhe mais de 68 mil euros de multa, explica o jornal britânico "Daily Telegraph". No caso de o banco optar por cancelar o contrato, seria obrigado a indemnizar Dmitry Argarkov em quase 140 mil euros.

Argakov enviou o contrato emendado e poucos dias depois recebeu o seu cartão, com a cópia do documento assinada pelo banco. Esta cópia era a versão digitalizada e alterada e não a original que o Tinkoff tinha enviado.

Recentemente, o banco decidiu processar o cliente por dívidas não pagas, no valor de pouco mais de mil euros, uma soma que, segundo o contrato assinado, não deveria existir. O juiz deu razão a Dmitry Argarkov, por não ter ficado convencido com o argumento do banco, que alegou não ter lido o contrato antes de o assinar. O juiz baixou ainda o valor a pagar por Dmitry Argakov para apenas 400 euros.

Mas o cliente não se dá por satisfeito e agora vai processar o banco Tinkoff pelo valor de quase 550 mil euros por não honrar o contrato que celebrou com ele. O banco não se fica e contra-ataca com um processo por fraude. Caso seja considerado culpado, Argakov pode ser condenado a quatro anos de prisão. 
Fonte: Renascença

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