Fica horas na paragem de autocarro a olhar para quem desce a Estrada da Circunvalação. Os seus olhos vêem cada vez pior. As lentes que lhe repousam no nariz estão riscadas de tanto uso.
Pode estar um dia inteiro assim, só a olhar para os carros a acelerar em direcção à praia de Matosinhos. Com sorte, lá pára algum "amigo". Cobra dez euros por serviço sexual. "Ganho dinheiro e vou comprar a "raspadinha"." [...]Já se prostituia, só que usava o dinheiro ganho para fazer a sua vida. Agora, não compra roupa nem sapatos, por vezes nem come uma refeição quente. Tem meses de rendas por pagar. Foi despejada do antigo quarto por isso. "Antes era raro gastar dinheiro em jogo, mas vi que isto podia dar uma solução à minha vida. A minha situação complicou-se... Entrei numa fase de grande ansiedade. Tenho tido problemas de saúde." [...]
Fonte: Público
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